» 2006 - Expedição Transamazônica
Data: 28/10/2006 a 17/11/2006 Número de Veículos: Número de Participantes: ![]() » Roteiro
O Desafio Entre os dias 28 de outubro e 17 de novembro de 2006, se realizará a Expedição Transamazônica 2006, que percorrerá um trajeto de quase 10.000 km, tendo como principal desafio o trajeto entre Porto Velho – RO e Belém – PA pela Rodovia Transamazônica (BR-230). A Rodovia Transamazônica é a terceira mais longa rodovia do Brasil, com 2.300 km, a maior parte dos quais, em condições praticamente intrafegáveis. Por não ser pavimentada, o trânsito na Rodovia Transamazônica é quase impraticável nas épocas de chuva (entre outubro e março), e a Expedição terá que transpor obstáculos e dificuldades encontrados em pouquíssimos lugares do mundo. Os nove aventureiros estarão abordo de três Pick-ups FORD F-250 4X4, equipadas com os mais modernos acessórios para veículos fora de estrada. O grupo manterá contato via um link de satélite e enviará fotos e notícias descrevendo seu progresso. O caminho dos aventureiros promete extremas dificuldades e existe uma grande chance de que os obstáculos impossibilitem a cobertura do trajeto planejado. Pontes precárias, atoleiros quilométricos e trechos de mata densa são apenas algumas das barreiras que a equipe terá que vencer para atingir seu objetivo. Os aventureiros terão que enfrentar ainda todos os perigos inerentes ao convívio na selva, como: calor e umidade intensos, enxames de insetos voadores, jacarés, onças, cobras, aranhas e outros animais peçonhentos. A Expedição Transamazônica 2006 será certamente uma das maiores aventuras enfrentadas por este grupo de aventureiros experientes que reúnem bagagem de diversas peripécias pelo mundo, do Alaska à Patagônia. A Região Em 10 de outubro de 1970, uma árvore de 50 metros foi derrubada no meio da selva amazônica e, ao lado dela, uma placa de bronze incrustada no tronco de uma castanheira, dizia: "Nestas margens do Xingu, em plena selva amazônica, o Sr. Presidente da Republica dá início à construção da Transamazônica, numa arrancada histórica para a conquista deste gigantesco mundo verde". Mais de trinta anos depois, a "arrancada histórica" está longe de acontecer. Dos sonhos do Plano de Integração Nacional do regime militar, resta uma pista de terra que é, durante seis meses, poeira e outros seis meses, lama. Resta também um milhão de pessoas esperando que a BR-230, que já foi rebatizada de "Transamargura" e "Transmiseriana", se torne um caminho possível em direção ao desenvolvimento da região. Pesquisadores, colonos e representantes de movimentos sociais trabalham hoje juntos, buscando inventar um futuro sustentável, que supere tanto o dogma da penetração e integração da selva a qualquer custo, quanto a antiga convicção ambientalista que via na presença humana profecia de catástrofes e nas estradas pavimentadas o vilão número um da floresta. Com as difíceis condições sociais da região em mente, a Expedição Transamazônica 2006, levará kits com materiais de higiene e materiais escolares, que serão distribuídos aos moradores da região, junto com orientações de utilização. A Expedição também documentará sua passagem por meio de fotos e vídeo, com o intuito de trazer maior visibilidade aos problemas enfrentados na região. Condições da Estrada As condições das estradas da região são notoriamente péssimas nas épocas de chuva, e, julgando pela matéria publicada no jornal “O Liberal” de Belém no dia 10 de outubro de 2006, este ano não será diferente! “As rodovias federais que cortam o oeste paraense se transformaram em grandes atoleiros, como ocorre todo ano e já se tornou uma marca da região. A BR-230 (Transamazônica) e a Santarém-Cuiabá estão praticamente intrafegáveis em vários trechos, nos quais os atoleiros se tornaram intransponíveis. Outro desafio são as pontes de madeira que ameaçam desabar a qualquer momento. Municípios poderão ficar isolados se as fortes chuvas continuarem a cair.” “Um exemplo do estado de abandono na Santarém-Cuiabá é o trecho de 50 quilômetros entre as comunidades de Caracol e Aruri, no município de Novo Progresso. Segundo agricultor Alberto Ivo, que preside uma associação de desenvolvimento sustentável em Castelo de Sonhos, este trecho está intrafegável e só é possível passar rebocado por tratores. 'Está muita feia a coisa ali', disse o agricultor, que teve de se deslocar até a cidade de Santarém.” “Em todo o trecho, informou, há atoleiros e pontes quebradas. De Itaituba a Santarém, as condições da estrada são tão ruins que ele preferiu viajar de barco, pelo rio Tapajós.” “Na Transamazônica a situação é a mesma. Apesar da recuperação feita por empresas contratadas pelo Dnit no ano passado, os trechos onde todo ano surgem atoleiros estão praticamente intrafegáveis.” As difíceis condições de tráfego na Transamazônica não são novidades para a Equipe da Expedição Transamazônica 2006, que já encarou situações similares em diversas partes do Brasil e do mundo, mas os desafios prometem ser grandes!
» Participantes
» René Delmotte » James Lynch » James Lynch Jr » Valdemir Gibotti » Carlos Eduardo R. Oliveira » Domingos Guerriero » Fernando José de Oliveira » Flavio Scarabottolo » Raul A. Alvares » Diário de Aventuras
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»Patrocinadores
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